quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

O Massacre israelense contra Gaza

Crianças Palestinas. Por qual motivo estão sendo assassinadas???

أطفال فلسطين بأي ذنب قتلوا ؟ ؟














































O Massacre Israelense à Gaza












O Massacre Israelense à Gaza

O Genocídio promovido por Israel contra Gaza















segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Gaza. Uma flor do nosso sangue

Gaza. Uma flor do nosso sangue.
*Hanna Fares

Quem disse que o sangue não vencerá o carrasco? Ou melhor, quem disse que o olho não resiste ao furador?
Quem disse que hoje nós vivemos entre as décadas mais sofisticadas da civilização...que usufruimos de toda abundância e conhecimento?. Sim. Nós vivemos no século XXI, mas vivemos com dor e sem rumo; vivemos o retorno do homem à época selvagem, aliás, seremos injustos com os animais em suas selvas, nos seus esconderijos, nas suas andanças e caçadas...seremos injustos se compararmos o homem aos animais. Nós consideramos que esses estão abaixo dos homens...mas somos injustos porque até o mais selvagem dos animais ataca apenas quanto tem fome e, quando já satisfeito, é pacífico e manso.
Enquanto esses injustos, bárbaros, saídos do inferno, ou melhor, fabricantes do inferno primeiro para si mesmo e posteriormente para aqueles que lhes estendem as mãos ...que contaminaram a história através de sua existência, que tiveram investidas...mas até quando?
Será que essa máquina mortífera continuará a rodar e rodar e moer o homem, a árvore e a pedra, transformando o dia em noite e a noite em dia?
Os dias virarão e esta máquina da morte quebrará. Pedaços de corpos se levantarão de baixo das árvores, das pedras, dos cemitérios e ressurgirão dos olhos assustados, da pulsação cardíaca, da mistura de almas.
Porque este sangue derramado não vem do mar, não é bebida para que esses bárbaros se deliciem dela, mas sim, este sangue é a pureza em si, o perfume que se espalhará no espaço infinito. Este sangue que rega a terra de Gaza quando necessitou de água, este sangue derramado injustamente é a espada que lutará e resistirá. Este sangue é a promessa de que nascerá flores no campo, na terra de Gaza.
Enquanto esses bárbaros, no seu sumiço, na escuridão de suas cavernas, atrás dos enormes paredões blindados, atrás da humilhação em que vivem podem sim, cumprimentar as mãos que assassinaram o sorriso das crianças e aterrorizou os velhos e os deficientes, que destruiu as casas e as mesquitas, podem sim, usufruir do calor da humilhação e da vergonha, porque a história escreverá em suas páginas que eles foram fantoches que se mexeram apenas quando mandados.
Gaza é maior do que seu território e a imensidão de seu mar, é maior do que a sua ferida, mas altivo do que o topo de qualquer montanha. Seu mar é a praia de um poço e sua areia pulsa no coração de milhões. Gaza que nada entre dois tempos: o da penúria e do anseio pela liberdade; Gaza que nada contra a humilhação e o desalento; Gaza que escreverá nas páginas da história que no final do ano de 2008 a civilização assistiu de braços cruzados a sua honra ser massacrada. Gaza não é um corpo efêmero, não é a ferida passageira neste tempo. É sim a abertura da esperança e a visão da vitória que virá.
Nossas palavras serão insignificantes e suas letras sem cor, frias, mortas perante a grandeza de uma criança que tomba, perante o mártir que abraçará a sua terra para salvar a sua nação e a sua pátria e suas mãos levantarão o símbolo da vitória.
Gaza é a ferida na testa da humanidade e esse boçal que estraçalha os inocentes é apenas a prova da barbárie que empurra a humanidade à beira do precipício. Não há nenhuma força soberba que não pagará um alto preço. Então como será quando esta força está aliada à mentira e à trapaça? Esta é a época nociva, a época em que cabe o ditado “um reinado só existe no nome”.
Gaza é a flor de sangue e de fogo. Gaza é uma flor cujas folhas são o sangue derramado e os corpos despedaçados o seu perfume, que retornarão como luz e vitória eminente.

Gaza Jamais Morrerá

Gaza jamais morrerá
*Hanna Fares


Silêncio, sangue e massacre.
E um país continua um varal para os lenços de
sangue derramado a cada minuto
É a Gaza heróica, cercada, bombardeada, degolada.

Impotência, protesto, precaução.
É a Gaza heróica, cercada, bombardeada, degolada.

Troca de acusações em momento impróprio
e a vítima é o assassino...e o assassino é a vítima.
É a Gaza heróica, cercada, bombardeada, degolada.

Pedido de socorro, condenações, manifestações, gritos de ira,
queima de bandeiras e levante de sapatos.
É a Gaza heróica, cercada, bombardeada, degolada.

Ligações...encontros...justificativas e atos obscenos a olho nu.
É a Gaza heróica, cercada, bombardeada, degolada.

Silêncio oficial mortal, silêncio de fraqueza,
ou pode ser silêncio de cumplicidade na matança.
É a Gaza heróica, cercada, bombardeada, degolada.

Coração de cada árabe e nobre em qualquer parte
do mundo, com a Gaza heróica.
Vosso sangue é o nosso; o cerco contra vocês é também
contra nós e a sua decaptação é a nossa.

O sangue de cada mártir
que tombou e ainda tomba é uma flor vermelha
que trará de volta o brilho da Gaza heróica.
A Gaza da resistência. A Gaza lutadora.

Apenas a árvore da liberdade floresce com o sangue da pureza
e os pássaros de Gaza são de toda a Palestina,
que jamais morrerá.

Porque apenas os dignos...seu sangue vencerá a espada.
Apenas os dignos tem por lema “ironizar a humilhação”.
Porque Gaza vive nos corações.
Porque Gaza jamais morrerá.

domingo, 4 de janeiro de 2009

Maomé humanizou a guerra

*Retirado da revista O Oriente – maio de 1957

Homens e mulheres, velhos e crianças, todos eram passados a fio da espada. Arrasavam-se cidades, reduzindo-as a ruínas e cinzas. Basta recordar-se do que narra a Bíblia. A destruição de Jericó é o exemplo mais típico. Ei-lo aqui como a narra a Bíblia, no capítulo 6º de Josué 21: ...e destruíram tudo o que a cidade tinha, homens e mulheres, moços e velhos, até os bois, as ovelhas e os asnos, a fio de espada. 24: e consumiram com fogo a cidade e tudo o que nela havia; somente pouparam para a casa de Jeovah, a prata, o ouro e os vasos de metal e ferro.
Depois dos hunos, sob o comando de Átila e Gengis Khan, Tamerlan e muitos outros não fizeram mais que seguir aquele exemplo bíblico.
Nos tempos atuais as bombas cairão dos aviões sobre as cidades e se produzirão precisamente os mesmos efeitos que na caída de Jericó. Matarão os homens e as mulheres, crianças e velhos e arrasarão as cidades.
O primeiro passo dado para atenuar o mais possível as consequências da guerra foi a disposição de que os vencedores, ao invés de executar os seus prisioneiros, os fizessem escravos, partindo do princípio de que tendo tendo direito sobre as vidas de seus inimigos, tinham o direito de fazer deles o que melhor lhes aprouvesse.
Não há a negar que os árabes foram os primeiros a humanizare as leis da guerra e que o primeiro homem a interceder a favor dos indefessos, a ordenar aos seus guerreiros para não matar os prisioneiros, não usar a perfídia e não envenenar a água dos poços foi Maomé. Quando o profeta decidiu a conquistar Damasco, no momento de partir as tropas da expedição, sob o comando de Abu-Bakr, Maomé acompanhou um trecho os seus soldados e, ao separar-se deles, ordenou que fizessem alto, para fazer-lhes a seguinte recomendação:
“Escutai bem as recomendações que lhes vou fazer: combatereis com franqueza e lealdade, não usareis da perfídia para com vossos inimigos, não mutilareis os feridos, respeitareis os velhos, as mulheres e as crianças; nãos destruireis as palmeiras (essas árvores provém, em grande quantidade, parte do alimento aos árabes); não incendiareis as choças nem matareis o gado, senão para as necessidades de vossa manutenção. Se encontrardes em vosso caminhos algum homem solitário consagrado à meditação (referia-se aos monges cristãos nos conventos) e à adoração do Senhor, não maltrateis”.
As mulheres faziam, como hoje, papel de enfermeiras. Recolhiam os feridos nos campos de batalha e curavam-lhe as feridas. Estas, mesmo quando excitassem os homens, deveriam ser respeitadas, tanto como os estropiados e os alienados. Segundo os mesmos princípios, a igual deferência, tinha direito os parlamentários. Não deveriam envenenar-se os mananciais e as fontes. Proibia-se a agir de má fé e não se consentia dar morte ao inimigo, cuja segurança era confiada ao Imán (chefe).
Em sua “História da França”, Michelet, no capítulo “Suleimán salvou a Europa”, disse: “Sob o domínio do Sultão Salim e dos outros sultões, especialmente sob o domínio de Suleimán, os turcos ensinaram aos outros povos a moderação na guerra e a humanidade na vitória. No ano 1520, duzentos mil soldados atravessaram todo o império por caminhos existentes, evitando os campos cultivados, sem tocar uma só planta”.
Os árabes conquistaram um império que se estendia da China até os Pirineus e ninguém pode dizer que houvesse cometido uma única vez, horrendos crimes de guerra. Isso, porém, não impede sejam eles acusados de bandidos cruéis, fanáticos e selvagens...por ter tido a ousadia de defender a sua terra contra a invasão estrangeira.


*Esse artigo nos foi gentilmente enviado pelo professor Elias Sallum, presidente de honra da Sociedade Beneficente Sírio Libanesa de Piracicaba e faz parte de seu arquivo pessoal.