quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Gaza. Uma flor do nosso sangue

Gaza. Uma flor do nosso sangue.
*Hanna Fares

Quem disse que o sangue não vencerá o carrasco? Ou melhor, quem disse que o olho não resiste ao furador?
Quem disse que hoje nós vivemos entre as décadas mais sofisticadas da civilização...que usufruimos de toda abundância e conhecimento?. Sim. Nós vivemos no século XXI, mas vivemos com dor e sem rumo; vivemos o retorno do homem à época selvagem, aliás, seremos injustos com os animais em suas selvas, nos seus esconderijos, nas suas andanças e caçadas...seremos injustos se compararmos o homem aos animais. Nós consideramos que esses estão abaixo dos homens...mas somos injustos porque até o mais selvagem dos animais ataca apenas quanto tem fome e, quando já satisfeito, é pacífico e manso.
Enquanto esses injustos, bárbaros, saídos do inferno, ou melhor, fabricantes do inferno primeiro para si mesmo e posteriormente para aqueles que lhes estendem as mãos ...que contaminaram a história através de sua existência, que tiveram investidas...mas até quando?
Será que essa máquina mortífera continuará a rodar e rodar e moer o homem, a árvore e a pedra, transformando o dia em noite e a noite em dia?
Os dias virarão e esta máquina da morte quebrará. Pedaços de corpos se levantarão de baixo das árvores, das pedras, dos cemitérios e ressurgirão dos olhos assustados, da pulsação cardíaca, da mistura de almas.
Porque este sangue derramado não vem do mar, não é bebida para que esses bárbaros se deliciem dela, mas sim, este sangue é a pureza em si, o perfume que se espalhará no espaço infinito. Este sangue que rega a terra de Gaza quando necessitou de água, este sangue derramado injustamente é a espada que lutará e resistirá. Este sangue é a promessa de que nascerá flores no campo, na terra de Gaza.
Enquanto esses bárbaros, no seu sumiço, na escuridão de suas cavernas, atrás dos enormes paredões blindados, atrás da humilhação em que vivem podem sim, cumprimentar as mãos que assassinaram o sorriso das crianças e aterrorizou os velhos e os deficientes, que destruiu as casas e as mesquitas, podem sim, usufruir do calor da humilhação e da vergonha, porque a história escreverá em suas páginas que eles foram fantoches que se mexeram apenas quando mandados.
Gaza é maior do que seu território e a imensidão de seu mar, é maior do que a sua ferida, mas altivo do que o topo de qualquer montanha. Seu mar é a praia de um poço e sua areia pulsa no coração de milhões. Gaza que nada entre dois tempos: o da penúria e do anseio pela liberdade; Gaza que nada contra a humilhação e o desalento; Gaza que escreverá nas páginas da história que no final do ano de 2008 a civilização assistiu de braços cruzados a sua honra ser massacrada. Gaza não é um corpo efêmero, não é a ferida passageira neste tempo. É sim a abertura da esperança e a visão da vitória que virá.
Nossas palavras serão insignificantes e suas letras sem cor, frias, mortas perante a grandeza de uma criança que tomba, perante o mártir que abraçará a sua terra para salvar a sua nação e a sua pátria e suas mãos levantarão o símbolo da vitória.
Gaza é a ferida na testa da humanidade e esse boçal que estraçalha os inocentes é apenas a prova da barbárie que empurra a humanidade à beira do precipício. Não há nenhuma força soberba que não pagará um alto preço. Então como será quando esta força está aliada à mentira e à trapaça? Esta é a época nociva, a época em que cabe o ditado “um reinado só existe no nome”.
Gaza é a flor de sangue e de fogo. Gaza é uma flor cujas folhas são o sangue derramado e os corpos despedaçados o seu perfume, que retornarão como luz e vitória eminente.

Gaza Jamais Morrerá

Gaza jamais morrerá
*Hanna Fares


Silêncio, sangue e massacre.
E um país continua um varal para os lenços de
sangue derramado a cada minuto
É a Gaza heróica, cercada, bombardeada, degolada.

Impotência, protesto, precaução.
É a Gaza heróica, cercada, bombardeada, degolada.

Troca de acusações em momento impróprio
e a vítima é o assassino...e o assassino é a vítima.
É a Gaza heróica, cercada, bombardeada, degolada.

Pedido de socorro, condenações, manifestações, gritos de ira,
queima de bandeiras e levante de sapatos.
É a Gaza heróica, cercada, bombardeada, degolada.

Ligações...encontros...justificativas e atos obscenos a olho nu.
É a Gaza heróica, cercada, bombardeada, degolada.

Silêncio oficial mortal, silêncio de fraqueza,
ou pode ser silêncio de cumplicidade na matança.
É a Gaza heróica, cercada, bombardeada, degolada.

Coração de cada árabe e nobre em qualquer parte
do mundo, com a Gaza heróica.
Vosso sangue é o nosso; o cerco contra vocês é também
contra nós e a sua decaptação é a nossa.

O sangue de cada mártir
que tombou e ainda tomba é uma flor vermelha
que trará de volta o brilho da Gaza heróica.
A Gaza da resistência. A Gaza lutadora.

Apenas a árvore da liberdade floresce com o sangue da pureza
e os pássaros de Gaza são de toda a Palestina,
que jamais morrerá.

Porque apenas os dignos...seu sangue vencerá a espada.
Apenas os dignos tem por lema “ironizar a humilhação”.
Porque Gaza vive nos corações.
Porque Gaza jamais morrerá.

domingo, 4 de janeiro de 2009

Maomé humanizou a guerra

*Retirado da revista O Oriente – maio de 1957

Homens e mulheres, velhos e crianças, todos eram passados a fio da espada. Arrasavam-se cidades, reduzindo-as a ruínas e cinzas. Basta recordar-se do que narra a Bíblia. A destruição de Jericó é o exemplo mais típico. Ei-lo aqui como a narra a Bíblia, no capítulo 6º de Josué 21: ...e destruíram tudo o que a cidade tinha, homens e mulheres, moços e velhos, até os bois, as ovelhas e os asnos, a fio de espada. 24: e consumiram com fogo a cidade e tudo o que nela havia; somente pouparam para a casa de Jeovah, a prata, o ouro e os vasos de metal e ferro.
Depois dos hunos, sob o comando de Átila e Gengis Khan, Tamerlan e muitos outros não fizeram mais que seguir aquele exemplo bíblico.
Nos tempos atuais as bombas cairão dos aviões sobre as cidades e se produzirão precisamente os mesmos efeitos que na caída de Jericó. Matarão os homens e as mulheres, crianças e velhos e arrasarão as cidades.
O primeiro passo dado para atenuar o mais possível as consequências da guerra foi a disposição de que os vencedores, ao invés de executar os seus prisioneiros, os fizessem escravos, partindo do princípio de que tendo tendo direito sobre as vidas de seus inimigos, tinham o direito de fazer deles o que melhor lhes aprouvesse.
Não há a negar que os árabes foram os primeiros a humanizare as leis da guerra e que o primeiro homem a interceder a favor dos indefessos, a ordenar aos seus guerreiros para não matar os prisioneiros, não usar a perfídia e não envenenar a água dos poços foi Maomé. Quando o profeta decidiu a conquistar Damasco, no momento de partir as tropas da expedição, sob o comando de Abu-Bakr, Maomé acompanhou um trecho os seus soldados e, ao separar-se deles, ordenou que fizessem alto, para fazer-lhes a seguinte recomendação:
“Escutai bem as recomendações que lhes vou fazer: combatereis com franqueza e lealdade, não usareis da perfídia para com vossos inimigos, não mutilareis os feridos, respeitareis os velhos, as mulheres e as crianças; nãos destruireis as palmeiras (essas árvores provém, em grande quantidade, parte do alimento aos árabes); não incendiareis as choças nem matareis o gado, senão para as necessidades de vossa manutenção. Se encontrardes em vosso caminhos algum homem solitário consagrado à meditação (referia-se aos monges cristãos nos conventos) e à adoração do Senhor, não maltrateis”.
As mulheres faziam, como hoje, papel de enfermeiras. Recolhiam os feridos nos campos de batalha e curavam-lhe as feridas. Estas, mesmo quando excitassem os homens, deveriam ser respeitadas, tanto como os estropiados e os alienados. Segundo os mesmos princípios, a igual deferência, tinha direito os parlamentários. Não deveriam envenenar-se os mananciais e as fontes. Proibia-se a agir de má fé e não se consentia dar morte ao inimigo, cuja segurança era confiada ao Imán (chefe).
Em sua “História da França”, Michelet, no capítulo “Suleimán salvou a Europa”, disse: “Sob o domínio do Sultão Salim e dos outros sultões, especialmente sob o domínio de Suleimán, os turcos ensinaram aos outros povos a moderação na guerra e a humanidade na vitória. No ano 1520, duzentos mil soldados atravessaram todo o império por caminhos existentes, evitando os campos cultivados, sem tocar uma só planta”.
Os árabes conquistaram um império que se estendia da China até os Pirineus e ninguém pode dizer que houvesse cometido uma única vez, horrendos crimes de guerra. Isso, porém, não impede sejam eles acusados de bandidos cruéis, fanáticos e selvagens...por ter tido a ousadia de defender a sua terra contra a invasão estrangeira.


*Esse artigo nos foi gentilmente enviado pelo professor Elias Sallum, presidente de honra da Sociedade Beneficente Sírio Libanesa de Piracicaba e faz parte de seu arquivo pessoal.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Por quê ?????

O Grande Por quê?

Por que quando um religioso judeu ou cristão deixa a barba é por ser religioso e quando é muçulmano ele é considerado fundamentalista e terrorista?

Por que quando uma freira se cobre da cabeça aos pés significa um ato de purificação e adoração à Deus, mas quando uma muçulmana se cobre com hijab ela é considerada atrasada e submissa?

Por que quando uma mulher ocidental se dedica a cuidar de sua casa e sua família é considerada uma grande mulher, que se sacrifica em prol de sua família, e quando é uma muçulmana que faz o mesmo com satisfação se iniciam os pedidos para libertá-la do atraso e da escravidão impostos pelo Islã?

Por que quando qualquer moça vai à Universidade, em qualquer lugar do mundo, ela pode usar a roupa que quiser ainda que esteja rasgada propositalmente ou que as peças sejam minúsculas, mas quando é uma muçulmana que vai à Universidade com hijab ela é impedida de entrar com a desculpa de que está quebrando as visões futuristas da entidade?

Por que quando qualquer criança ou adolescente concentra suas atenções em algum assunto como esporte ou música é considerado normal e maduro, mas quando uma criança muçulmana opta por estudar a religião é considerada fracassada e perdida?

Por que quando qualquer pessoa no mundo comete um crime qualquer jamais será mencionado se sua religião é judaica, budista ou ortodoxa, mas quando um muçulmano pratica um crime é o Islã que vai para o banco dos réus?

Por que quando alguém se sacrifica em prol de salvar sua família é considerado nobre e honrado, mas quando é um muçulmano seja na Palestina ou no Iraque ou qualquer outro país árabe que luta para salvar seu irmão da tortura, seu filho da morte ou sua mãe ou irmã da violência sexual, pra se salvar de ser expulso de sua casa ou de seu país ele é considerado um terrorista...Por que? Porque é muçulmano?

Por que quando nos deparamos com qualquer problema aceitamos de imediato qualquer resposta desde que essa não provenha do Islã, ainda que seja a melhor solução?

Por que quando alguém dirige mal um bom carro e causa um acidente ninguém culpa o carro e sim o motorista, mas quando é um muçulmano que comete um erro perante os outros o culpado é o Islã, mesmo que o acusador não conheça absolutamente nada sobre essa religião?

Por que????
Essas perguntas não querem calar....

Conto Árabe

A Sabedoria do Falar

Uma vez, um sultão árabe sonhou que havia perdido todos os dentes. Logo que despertou, mandou chamar um adivinho para que interpretasse seu sonho.
- Que desgraça, senhor! Exclamou o adivinho. Cada dente caído representa a perda de um parente de vossa majestade.
- Mas que insolente - gritou o sultão, enfurecido. Como te atreves a dizer-me semelhante coisa? Fora daqui!
Chamou os guardas e ordenou que lhe dessem cem açoites.
Mandou que trouxessem outro adivinho e lhe contou sobre o sonho.Este, após ouvir o sultão com atenção, disse-lhe:
- Excelso senhor! Grande felicidade vos está reservada. O sonho significa que haveis de sobreviver a todos os vossos parentes. A fisionomia do sultão iluminou-se num sorriso, e ele mandou dar cem moedas de ouro ao segundo adivinho. E quando este saía do palácio, um dos cortesãos o abordou e, admirado, disse a ele:
- Não é possível! A interpretação que você fez foi a mesma que o seu colega, que esteve aqui anteriormente, havia feito. Não entendo porque ao primeiro ele pagou com cem açoites e a você com cem moedas de ouro.
- Lembra-te meu amigo - respondeu o adivinho - que tudo depende da maneira de dizer. Um dos grandes desafios da humanidade é aprender a arte de comunicar-se. Da comunicação depende, muitas vezes, a felicidade ou a desgraça, a paz ou a guerra. Que a verdade deve ser dita em qualquer situação, não resta dúvida. Mas a forma com que ela é comunicada é que tem provocado, em alguns casos, grandes problemas. A verdade pode ser comparada a uma pedra preciosa. Se a lançarmos no rosto de alguém pode ferir, provocando dor e revolta. Mas se a envolvemos em delicada embalagem e a oferecemos com ternura, certamente será aceita com facilidade. A embalagem, nesse caso, é a indulgência, o carinho, a compreensão e, acima de tudo, a vontade sincera de ajudar a pessoa a quem nos dirigimos.— Ademais — continuou— , será sábio de nossa parte se, antes de dizer aos outros o que julgamos ser uma verdade, podermos dizê-la a nós mesmos diante do espelho. Conforme seja a nossa reação, podemos seguir em frente ou deixar de lado o nosso intento. Importante, mesmo, é ter sempre em mente que fará diferença a maneira de dizer as coisas.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Uma Lenda Árabe sobre a Fé

A Fé

Conta-se que um velho árabe analfabeto, orava com tanto fervor e com tanto carinho todas as noites, que certa vez um rico chefe de grande caravana chamou-o a sua presença e lhe perguntou: - Por que oras com tanta fé? - Como sabes que Deus existe, quando nem ao menos sabes ler? O crente fiel respondeu: Grande Senhor, conheço a existência de Nosso Pai Celestial pelos sinais Dele. Como? Indagou o chefe admirado.
E o humilde servo explicou-se: Quando o senhor recebe uma carta de uma pessoa ausente, como reconhece quem a escreveu? Pela letra, pelo estilo, pela maneira de se expressar. Quando o senhor recebe uma jóia, o que o informa quanto ao valor dela?
A marca do ourives. O velho árabe sorriu e acrescentou. Quando ouve passos de animais ao redor da tenda, como sabe se foi um carneiro, um cavalo ou um boi?
Pelos rastros, respondeu o chefe surpreendido. Então o velho crente, convidou-o para fora da barraca e, mostrando-lhe o Céu, onde a Lua brilhava cercada por multidões de estrelas, exclamou respeitoso. Senhor, aqueles sinais lá em cima, não podem ser dos homens. Tudo revela o poder, a justiça e a bondade de Deus. A beleza e a perfeição do Universo demonstram uma sabedoria, prudência e precisão, que ultrapassa todas as faculdades humanas.
O nome de um ser, soberanamente grande e sábio, acha-se inscrito em todas as obras da criação, desde o minúsculo broto da mais tenra planta e do menor inseto, até os astros que se movem no espaço; em toda parte há prova de uma paternal solicitude. Cego é pois, aquele que desconhece. Orgulhoso o que não lhe glorifica e ingrato o que não lhe rende graças. A beleza do mar e a vida que ali encerra. Da vida que dele vem, desde os primórdios da existência do Planeta. As manchas verdes que aparecem sobre as rochas, são formadas de liquens vindo das águas por ação da fotossíntese. Um início de vida vegetal e animal, vindo das águas com moluscos, peixes e crustáceos. Até nossos dias, é o mar, considerado o grande repositório da vida através do plâncton, animais e vegetais que vivem em contato com o fundo do oceano. È a vida para alimentar toda a fauna marinha. As plantas e os insetos que equilibram a existência da vida de todos os seres.
No momento em que o primeiro raio de Sol atinge a copa de uma árvore e ilumina as suas folhas, iniciam-se naquele minúsculo laboratório que é a célula vegetal, um assombroso fenômeno que torna possível a vida na terra. O sol oferece as plantas verdes, a energia necessária e suficiente para a produção constante de substâncias orgânicas essenciais. É a clorofila que permite o funcionamento de tão importante acontecimento. Pelos poros, a folha absorve moléculas de gás carbônico do ar, enquanto recebe pelas raízes moléculas de água. Nessa água encontram-se diluídos sais minerais de diversos tipos. E processa-se então o grande equilíbrio para todos os seres viventes. A Planta retém para si o gás carbônico, indispensável a sua subsistência e libera o oxigênio para a vida animal. Os animais e as aves, também são bênçãos que o Criador colocou em nosso mundo. As aves com sua plumagem e seu canto mavioso, nos oferece lindo ornamento, ao mesmo tempo em que equilibram a natureza, destruindo insetos e parasitas daninhas que infestam as plantações. Os animais por sua vez, fornecem o gás carbônico aos vegetais, numa permuta constante e benéfica. São também nossos irmãos irracionais, mas de grande serventia em todos os aspectos, para beneficio da criatura humana.
Tudo isso Nosso Pai nos oferece neste Mundo. Saibamos ser agradecidos, e oferecer nosso sentimento de adoração ao ser supremo que é o nosso Pai do Céu. Nesse momento, o orgulhoso homem das caravanas de olhos lacrimosos, ajoelhou-se na areia escaldante do deserto e começou a orar também.


Turismo nos Países Árabes

Turismo nos Países Árabes

Ao todo são 23 os países que perfazem o mundo árabe. Todos tem em comum a língua árabe como idioma oficial e o islamismo como religião da maioria dos habitantes. No entanto não podemos dizer que são iguais em costumes e hábitos, por isso sempre mencionamos como “mundo árabe” devido às diferenças, inclusive linguísticas, em determinadas regiões e isso inclui a própria geografia. Cada um dos países contidos nesse mundo árabe tem um clima, fauna, flora, e atrações turísticas diferentes, o que os torna ainda mais interessantes.

Mauritânia
Inicialmente o país foi explorado pelos portugueses tendo sua área organizada como território em 1904 pelos franceses. Tornou-se independente em 1960 e somente no ano seguinte foi reconhecido pela ONU (Organização das Nações Unidas). A Mauritânia (Terra dos Mouros - em latim) é povoada desde a antiguidade. Localizada no Noroeste da África tem duas realidades culturais bem distintas: o norte é habitado por maioria árabe e o sul tem a sua maioria de povos negros. O deserto do Sahara ocupa a maior parte do território e a grande área fértil está localizada na região sul às margens do Rio Senegal, usado principalmente para o cultivo de tâmaras e cereais. Além disso a extração de ferro e a pesca marítima são as principais fontes de renda do país.

Alguns dos principais pontos turísticos do país:

Parque Nacional Banc d'Arguin
- considerado Patrimônio da Humanidade o parque habita diferentes espécies de aves da região que lá vivem ou que para lá vão, em determinada época do ano, para a reprodução.

Koumbi Saleh – capital do império medieval de Ghana é o sítio arqueológico mais famoso da Mauritânia. Um enorme mesquita foi encontrada em 1913 quando parte da cidade foi escavada, dando indícios de que milhares de pessoas já viveram alí.

Centro Nõmade de Atar – onde os nômades do país vão para fazer compras e principalmente para se casarem. O mercado central é um dos pontos mais interessantes de Atar, além da estreitas ruas da região de Ksar.

Nouakchott – a capital e maior cidade do país. É ponto de ligação entre a população urbana e a população nõmade da Mauritânia. A cidade possui um largo reservatório de água conhecido como Lago Trarza. Entre os pontos turísticos estão o Museu de Nouakchott, os mercados, principalmente o Mercado da Prata e as muitas praias locais.

Djibouti
Localizado em um planalto quente e árido o país fica na região conhecida como Chifre da África. Seu território é repleto de lagos de água salgada e cadeias de montanhas, algumas com altitudes que chegam a 1.600 metros. A área costeira do país está separada dos planaltos por uma cordilheira que chega a 2.000 metros de altitude. A maiore região do país é a de Tadjourah e a segunda a de Dikhil. No entanto a mais importante é a cidade de Djibuti, capital política e financeira do Estado africano.
O clima do país é típico de deserto, árido e seco. Colonizada pelos franceses, o país foi parte da Somália Francesa e teve sua independência proclamada apenas em 1977.

Os principais pontos turísticos do país são:

Região dos Lagos – que contém o LacAssal situado a 150 m abaixo do nível do mar, é envolto por vulcões adormecidos e campos de lava. No caminho pode-se passar pelo Lac Goubet, conhecido como cova dos demônios, com água salgada e um vulcão que separa os dois lagos.

Tadjoura – possui picos localizados a menos de 10 km da cidade e que chegam a ter 1.300 metros de altura. Conta com a belíssima paisagem do mar de corais próximo à costa, perfeitos para a prática de mergulho. A melhor maneira de se chegar é através de barco.

Ali Sabieh – para se chegar até a cidade passa-se pelas espetaculares planícies de Petit Bara e Grand Bara, além das tendas “huts” ao redor da cidade.

Tunísia
A República da Tunísia, está localizada no Norte da África e faz fronteira com a Itália, próximo à Ilha de Pantalaria e Ilhas Pélagas, além de fazer fronteira a leste e ao sul com a Líbia e a oeste com a Argélia. De clima mediterrâneo com invernos frios e verões quentes e secos o país é muito visitado por sua semelhança com algumas das ilhas gregas. Na região Norte do país encontra-se o Monte Atlas e o único rio do país, o Rio Medjerda, que tem em todo o seu vale o desenvolvimento da agricultura. O país é rico de tradições e cultura e contrasta seus vales e planaltos verdejantes ao norte com o deserto ao sul. Na região de Hammamet, Sousse, Port El Kantaoui e Monastir estendem-se quilometros de belas praias de areia fina, sendo atualmente uma das estâncias balneares mais famosas do país.

Os principais pontos turísticos da Tunísia são:

Chott El Jerid – Lago salgado que atravessa o país de leste à oeste e que permanece a maior parte do tempo seco na sua superfície. No entanto, a um metro de profundidade, há água salgada que aflora à superfície em caso de chuva. Cartago e Douga – são ruínas de antigas cidades. Douga, em melhor estado de conservação, possui vários templos, um grande anfiteatro, termas e casas. Já Cartago, antiga capital cartaginense, foi destruída inúmeras vezes pelos romanos, que reutilizaram o material nela empregado, para outras construções. Restam ainda ruínas das Termas de Antonino. Matmata – está localizada na região sul da Tunísia onde há habitações trogloditas. São habitações escavadas nas escarpas dos montes, ficando praticamente camufladas. Acabam por ser utilizadas tanto como abrigo contra o frio e o calor intenso da região e também contra ataques inimigos.

Deserto de dunas – ao sul da Tunísia, o deserto do Saara tem início com um grande deserto de dunas. Muitos passeios de camelo se originam nessa região.

Museu do Bardo – Localizado na capital Túnis é o museu mais conhecido do país e possui uma vasta coleção de peças arqueológicas, quadros, cerâmicas, pinturas, entre outros. Vale uma tarde inteira de visita no local.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

O "Democrático" Iraque

“O Novo e Democrático Iraque”: 2 milhões de viúvas, 1,5 milhão de separadas e 4 milhões de analfabetas

Naual Al Samaraii, ministra de Estado dos assuntos da mulher no Iraque, afirmou em declaração à imprensa que a guerra mentirosa do presidente Bush contra o terrorismo, para a libertação do país e sua “democratização”, não apenas desmantelou o Iraque em sua infra-estrutura básica como também desmanchou a nação por completo. Além de implantar a divisão étnica e religiosa no país, extinta ou, ao menos, adormecida até a invasão, também deixou a mulher iraquiana como nunca se viu antes: completamente arruinada. Aproximadamente dois milhões de mulheres iraquianas ficaram viúvas, além de 1,5 milhão de separadas, em função da falta de perspectivas e da insegurança econômico-familiar, e mais de 4 milhões de analfabetas sem qualquer condição de frequentar as escassas escolas que sobraram depois da guerra.
Na època da “ditadura de Sadam Hussein”, desde a década de 70, haviam desaparecido as diferenças entre homens e mulheres e todos os direitos eram garantidos para que a porcentagem entre esses, na formação acadêmica, fosse igual. Além disso o índice de desempregadas não passava de 2%, e a oportunidade de trabalho era garantida para ambos. Em compensação, as mulheres atualmente sofrem com a completa falta de segurança e com a perda de todos os seus direitos, devido a completa desordem instalada no país. Muitas delas se viram sem nenhuma saída e acabaram se entregando às milícias, tornando-se guerrilheiras; outras optaram por tornarem-se mulheres bomba tendo em vista a falta de perspectiva no futuro. Outras ainda, que se viram repentinamente na rua, acabaram se entregando à todo tipo de desgraça, de modo a garantir o pão do dia-a-dia. De acordo com Samaraii, essa situação tem-se tornado cada vez mais difícil, e tem aumentado o número de vítimas da nova “democracia” americana. De acordo com a ministra, “se o Iraque hoje, ficasse livre da invasão americana e voltasse a ter um governo para cuidar do país, necessitaríamos de dezenas de anos para restabelecer a ordem e para fazer com que as mulheres retornassem à situação em que se encontravam antes da guerra”.

Império de Papel

Império de Papel
*Isssam Dary

A crise financeira atual que assolou o mundo de surpresa causando enormes prejuízos em diversas instituições financeiras, nasceu nos Estados Unidos e foi causada principalmente pela falta de credibilidade. Devido à esse fato precisamos parar para refletir um pouco e nos perguntarmos o que restou da força e do peso de um país do tamanho dos Estados Unidos após oito anos de governo dos novos conservadores. Como era o mundo antes e como está hoje? E como os demais países no restante do mundo olhavam e avaliavam os Estados Unidos e como o fazem atualmente?
Se começarmos a responder essas questões do final, ou seja, da crise financeira que assola o mundo hoje, perceberemos que há uma unânime acusação contra os Estados Unidos como causadores da crise, sendo que esse também perdeu para sempre sua posição como grande líder econômico mundial. Não somos especialistas em economia, mas os especialistas que entendem do assunto afirmam que os Estados Unidos caíram e caíram feio em função da política estúpida praticada pelo atual governo. Podemos ver que antes dessa atual crise o mundo não tinha saído completamente de outra crise mundial, a de alimentos onde o etanol era o grande vilão. Podemos observar que tanto a crise financeira quanto a crise de alimentos, assim como qualquer outra não passa de uma fase das várias faces da política dos novos conservadores que dirigiram o mundo para essa catástrofe.
Um exemplo disso é o que eles chamam de guerra contra o terrorismo, uma das bases da política praticada pelo governo de Washington e que dirigiu o mundo para mais e mais e mais terrorismo. Ao invés desse governo destruir a organização “Al Qaeda”, denominada por eles como a “cabeça do terror”, vemos que essa organização ampliou suas ações nos quatro cantos do mundo e começou a atacar tanto nos grandes centros mundiais quanto nas pequenas cidades do terceiro mundo. Após suas ações atingirem Nova York e Washington, atingiram também Londres, Madrid, Paris, Ankara, Istambul e diversas outras capitais, inclusive de países árabes.
Ao invés dos americanos extinguirem a organização Talibã, como eles haviam dito, e motivo pelo qual invadiram o Afeganistão, o governo norte-americano nomeou um governo afegão que inicou as negociações com os Talibã; em seguida os americanos admitiram negociar com o Talibã e, atualmente, o Talibã exige que essas negociações sejam diretamente com o governo norte-americano, sem que haja nenhum intermediário, nem mesmo o governo afegão, o que levou o governo norte-americano a implorar ajuda à OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) para o envio de tropas, de modo a garantir a estabilidade e a ordem no Afeganistão. O terrorismo, durante os últimos oito anos do governo Bush encontrou finalmente o bom clima e a terra fértil para crescer e se espalhar e, quem procurar as causas, sem dúvida chegará imediatamente a Washington, isso claro, se ele for coerente e livre de qualquer manipulação.
Então, o que restou do nome dos Estados Unidos e seu governo que desenhou suas políticas e estabeleceu guerras baseadas na mentira e na fabricação de desculpas, até que tornou a mentira a principal base da política e a verdade, se existiu, virou apenas coincidência?. Será que o mundo esquecerá como foi destruído um país e uma nação independente como o Iraque e como a desordem se espalhou nele alimentando o fanatismo religioso entre a nação, baseada na mentira de que esse país possuía armas de destruição em massa - logo em seguida veio a confissão do governo norte-americano de que o argumento havia sido fabricado e de que tudo não passava de uma mentira - e posteriormente quando o então ministro do exterior Colin Powell veio à público pedir desculpas ao mundo e ao Iraque, após a morte de mais de 1 milhão de iraquianos inocentes?
O que restou da moral de um país como os Estados Unidos quando vêm praticar a mentira de um lado e a violação dos direitos humanos de outro, de Abu Ghraib a Guantânamo e ao próprio interior dos Estados Unidos onde são praticadas a escuta ilegal e as detenções até mesmo dos próprios cidadãos norte-americanos, de qualquer origem, não somente árabes ou muçulmanos?
Cadê o símbolo da paz, liberdade e democracia que os novos conservadores do governo Bush vem levantando durante os anos passados? Onde estava esse governo vendo a paz ser assassinada na mão do terrorismo israelense e nem sequer se manifestou, embora ele estivesse adotando a causa da paz, sendo padrinho dos tratados desde Oslo até Anápolis e tantos outros que não viram a luz?.
A liberdade pela qual eles tanto se encantaram tornou-se a invasão e a colonização dos países e o cala-a-boca dos opositores até dentro da própria América, onde quem se levantou frente à ordem do governo norte-americano, foi classificado como parte do eixo do mal, como disse o próprio Bush, porta-voz dos novos conservadores: “quem não está conosco está contra nós”. Então essa é a democracia que eles querem exportar para o mundo? Fazer com que as nações apenas obedeçam as suas vontades e desejos? E quem não obedecer se transformará em terrorista e inimigo da humanidade como aconteceu com o Hamas na Palestina?
Essas são algumas das ralizações dos novos conservadores que governaram a Amércia e trouxeram para o mundo as catástrofes e desgraças atuais. Os Estados Unidos, considerados até então a nação mais forte do mundo, responsável pela segurança e paz mundiais, tornou-se a propulsora de guerras e a responsável pela desordem. Foi assim que os Estados Unidos se tornaram um grande império, um império de papel.
O governo Bush, que todos os americanos concordam que foi o pior da história da nação, fincou a base da destruição e da desgraça e contribui para que o império desmoronasse e o que nós presenciamos hoje, seja a crise política, econômica ou militar é a maior prova de que esse império ruiu o que, sem dúvida, será catastrófico para todo o mundo e levará anos para que nos livremos do seu efeito.
* Issam Dary é jornalista do Teshrin, Jornal da Síria.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

As Belezas da Síria



Síria, berço da civilização

A República Árabe da Síria é hoje um país moderno, desenvolvido, não deixando nada a desejar a países do Primeiro Mundo. Localizada no Oeste da Ásia e banhada pelo Mar Mediterrâneo, faz fronteira com o Líbano, Palestina, Turquia, Jordânia e Iraque.
Com uma área de 185.180 km² e uma população de aproximadamente 18 milhões de pessoas, tem uma geografia muito diversificada, com uma grande variedade de montanhas, planícies férteis, áreas desérticas e um litoral de 183 quilômetros, é a porta de entrada para o Oriente. Esta variedade de acidentes geográficos se traduz numa igual variedade climática. Sua posição fez dela ter 3.500 espécies animais e vegetais próprias, hienas, coelhos-do-mato, raposas, águias, falcões e — claro — os belos cavalos árabes.
Suas principais cidades são Damasco, Aleppo, Homs, Hama, Ladhiqiyya, Tartus, Dara‘a e Deir Ez-Zor. E a população hoje é composta em 90% de árabes, 5,9% curdos, 2,3% armênios além de outras etnias. O idioma oficial é o árabe, embora o francês e o inglês sejam amplamente compreendidos. As minorias falam ainda suas respectivas línguas, e, em algumas regiões, como a cidade de Maalula, fala-se ainda o aramaico, língua utilizada por Jesus Cristo. A Síria é possui inúmeros pontos históricos e museus ao ar-livre e tem o maior campo arqueológico do planeta — é o testemunho da história das inúmeras dinastias que estiveram na região.
A educação, uma das prioridades do governo, é totalmente gratuita. O primário dura seis anos e é obrigatório. O preparatório dura outros três. O colegial dura três anos e divide-se em dois: científico e literário. No país, funcionam quatro universidades (Damasco, Aleppo, Tishrin (em Ladhiqiyya) e Al Baath (em Homs e Hama).
Seu sistema de governo é presidencial democrata, no qual o presidente é eleito a cada sete anos pelo voto direto do povo. O Legislativo é composto pela Assembléia Geral do Povo, com 250 membros, eleitos pelo voto direto a cada quatro anos. Sua moeda é lira síria (câmbio: US$ 1 = 50 liras). A inflação não supera 3% ao ano. O Produto Interno Bruto (PIB) do país, de US$ 19,4 bilhões, cresceu 5,7% ao ano, no período 1990-1999.
A atividade agropecuária corresponde a cerca de um terço da economia. Os principais destaques são o algodão, as frutas, verduras, legumes e criações de caprinos, ovinos e bovinos. Os destaques na indústria são a petroquímica, manufaturas de borracha e de plástico, têxtil, vestuário, calçados e couro, alimentícia, bebidas e tabaco. Na exploração mineral, destacam-se o petróleo, fosfatos, gás natural, minério de ferro.
A culinária da Síria oferece diversos pratos que se diferenciam da culinária árabe tradicional, já que nela se mistura a típica e rica comida da Bacia do Mediterrâneo, com pratos que enchem os olhos e o gosto do apreciador. Ou seja, a um só tempo, tem-se diversidade da culinária mediterrânea e os fortes temperos da reconhecida comida árabe. Os doces feitos com água de flores, amêndoas, tâmaras e damascos fazem Deus até perdoar a gula.


Atrações
A Síria possui o maior mercado a céu-aberto do mundo: é o Suq Al Tawil, em Damasco, onde São Paulo aceitou o Cristianismo após ter tido uma visão. No Suq Al Tawil é dividido em setores, variando desde o comércio de ouro e outros metais preciosos, passando por tecelagens, tapeçarias, mosaicos das magníficas formas e designs árabes, comidas típicas, artesanato, temperos, perfumes, artigos para perfumistas, além de tudo que se puder precisar em vestuário.
A Síria hoje recebe todos seus visitantes de braços abertos, colocando à sua disposição a mais moderna infra-estrutura para que eles se deliciem com todo o conforto. Além de bons hotéis, a Síria possui umas das melhores malhas rodoviárias do mundo, ligando o país a seus vizinhos. Para quem gosta de viver imerso na história, a Síria tem muito a oferecer. Por onde se anda, um novo ponto histórico se revela. De castelos, fortalezas, igrejas, mesquitas, teatros, tudo colabora para realçar a beleza natural que Deus lhe concedeu.

Cidades da Síria



Homs

Terceira cidade mais importante da Síria, Homs — com cerca de 800 mil habitantes —é a terra de origem da maioria dos imigrantes sírios no Brasil. Situada a 160 quilômetros ao norte da capital, Damasco, Homs é conhecida como um centro agrícola e industrial, famoso com suas refinarias de petróleo e açúcar, mas também detentora de belezas naturais e de um povo acolhedor e hospitaleiro.
Na Antigüidade, Homs era chamada Emesa e abrigava o grande templo ao deus Baal (Helios, em grego) e se tornou conhecida quando, em 218 d.C., um dos sacerdotes deste tempo, Heliogábalo, se tornou imperador romano. O reino de Palmira, nas proximidades de Emesa, foi conquistado no ano 272 pelos romanos, e durante séculos permaneceu sob domínio greco-bizantino. Em 636, os árabes conquistaram Emesa e deram-lhe o novo nome.
O líder guerreiro Khaled Ibn Al Walid governou a região e ali morreu; em sua homenagem, uma mesquita com o seu nome foi erigida sobre seu túmulo (veja detalhes na página 10). Homs também é conhecida por abrigar a reserva natural de Al Mimas, rica em espécies animais e vegetais e um dos locais mais aprazíveis do país pela salubridade de seu ar. Cortado pelas águas do Rio Oronte (Al A‘asi), Al Mimas se tornou famosa por servir de ambientação para as obras de Dik Al Jin Al Homsi, poeta romântico que viveu entre os séculos VIII e IX. Dik Al Jin deu o nome de Al Mimas (O Mimo) ao local que o inspirava em sua atividade.
Herdeiro de um passado glorioso, o povo de Homs nem por isso deixa de ser aberto e jovial, pelo contrário, são famosas a sua hospitalidade e sua generosidade. O natural de Homs (homsi) é também destemido, embora carregue uma fama — indevida — de ser excessivamente ingênuo. As mulheres da cidade são extremamente encantadoras e famosas com seus olhos com pálpebras alongadas (‘uyun al maha´, olhos de gazela).
Wadi Al Nadara
Uma das regiões mais conhecidas de Homs é Wadi Al Nadara (Vale Verdejante), formado por uma série de pequenos rios que cortam uma cadeia de montanhas ricas em vegetação e onde se localizam diversas cidades de pequeno e médio porte. É especificamente desta região que foram “enviados” emigrantes sírios para países como França, Estados Unidos e Austrália, além do Brasil.
Rumando de Homs na direção ao Litoral, a primeira parada é o Crac de Chevaliers (Qal‘at Al Hosn), castelo construído pelos cruzados e que se encontra num incrível estado de conservação. Foi edificado entre 1150 e 1250 pela Ordem dos Cavaleiros Hospitalários sobre uma antiga fortaleza, e é possível que tenha alojado um exército de até 4 mil homens. O castelo resistiu a vários ataques, inclusive de Saladino, mas foi conquistado pelo Sultão Baybars em 1271. Hoje muito conhecido por ser a maior e mais bem preservada cidadela medieval, o Crac de Chevaliers atrai turistas de todo o mundo, o que levou o governo sírio a criar uma série de facilidades de hospedagem e acesso ao local.
Seguindo pelo vale, chega-se a um dos mais conhecidos santuários da Síria, o Mosteiro de São Jorge (Deir Mar Jurjus), construído por eremitas no quinto século da Era Cristã. O mosteiro tem duas capelas; uma delas foi construída no século XIII e contém ícones feitos sobre madeira de ébano, enquanto outra remonta ao século XIX. No local, está preservado um documento escrito pelo califa Omar Ibn Al Khatab que determinava que o local, por ser santo, fosse preservado contra qualquer invasão ou ameaça.


Marmarita

Mais adiante no vale, encontra-se uma cidade que se destaca pelo bom clima e pelo alto nível cultural de seus habitantes: Marmarita. A ocupação do local remonta à alta Antigüidade, e seu nome parece provir de Marmanitha, o que significa “deusa das deusas” na língua do povo semita que habitava o lugar. Outra corrente ainda afirma que o nome provém de Marmarato, que significa “ponto de observação”, ou “a montanha alta”, em siríaco, pois do local é possível observar toda a planície litorânea entre Trípoli e Ladhiqiyya.
Embora não haja registros precisos sobre o passado remoto, é certo que um terremoto no século XVI atingiu violentamente Marmarita, fato que obrigou a uma reconstrução quase que completa da cidade. A rota comercial e militar que por ali cruzava permitiu com que estrangeiros se instalassem sucessivamente na região, o que acabou criando um ambiente aberto e receptivo que propiciou o estabelecimento de intelectuais na cidade.
Na nova era pós-terremoto, Marmarita se converteu num ponto de encontro de homens de idéias. Entre as famílias que criaram tradição na intelectualidade síria estão os Yázigi, que teve um dos seus ramos emigrando para o Brasil e cultivando aqui a tradição dos antepassados por meio de uma rede de escolas de inglês. A cidade também famosa por organizar um animado Carnaval nos dias 14 e 15 de agosto, uma tradição de 27 anos. A idéia festa foi trazida por um emigrante que se estabeleceu em Brasília e resolveu incorporar a comemoração tupiniquim no calendário de festas na Síria.



Cavalo Árabe

Origem: É uma das mais puras e antigas raças de cavalos do mundo e que praticamente entrou na formação de quase todas as raças modernas. Selecionada no deserto da Península Arábica, entre o mar Vermelho e o Golfo Pérsico, por onde vagavam algumas tribos nômades; a quem se deve a pureza sangüínea na seleção do cavalo árabe e a importância dada às éguas mães - Koheilan, Seglawi, Ibeion, Handani e Habdan, as cinco éguas que serviram de matrizes para as cinco principais linhagens que compõe a raça Árabe até os nossos dias.

Características: Cavalo com altura média de 1.50m, podendo chegar até 1.58m, possui cabeça de forma triangular com perfil côncavo, orelhas pequenas, olhos grandes arredondados e muito salientes, narinas dilatadas, ganachas arredondados, boca pequena, pescoço alto e curvilíneo em sua linha superior, peito amplo, tórax amplo, dorso e lombo médios, garupa horizontal e saída de cauda alta que permanece elevada durante o movimento. Seu trote e galope são rasteiros, amplos e cadenciados, com muito garbo, tendo temperamento muito vivo e grande resistência. As pelagens básicas são alazã, castanha, tordilha e preta.

Aptidões: Pelas suas características são aptos aos esportes hípicos de salto e adestramento em categorias intermediárias, hipismo rural, enduro e trabalhos agropecuários.
Sendo o ANDALUZ a mais antiga raça do ocidente, seu parente oriental, tem sua história passada nos desertos do Irã, a antiga Pérsia. Símbolo de status naquela época, ele era o meio de transporte e o cavalo de batalha dos grandes guerreiros de turbantes coloridos e vestimentas de sêda. Parte da história da região mais conturbada do planeta, pode ser "contada" pelo cavalo Árabe.
Presente dos Sultões aos mais bravos guerreiros, a raça teve sua trajetória até os dias de hoje, passando por vários países do mundo como o melhor raçador e apurador de linhagens que se teve conhecimento.

Padrão Racial: Dotado de uma resistência física invejada, o Árabe é um cavalo impetuoso, de temperamento nervoso e agitado, sua altura média é de 1.50m. Com locomotores de aparência fina e resistente; seu corpo exuberante e de musculatura compacta, mas sem excessos, exibe um pescoço em forma de anzol e uma cabeça com base larga, narinas finas, sempre abertas e uma concavidade no osso frontal. Suas cores inicialmente eram o branco e o negro, mas nos dias de hoje já se encontram todas as nuances e padrões comuns nos eqüinos. Quando em movimento ou em situações de excitação, seu aspecto leve é realçado pelo trote cadenciado com a elevação da cauda.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Delícias da Cozinha Árabe

Algumas receitas saborosas da cozinha árabe para incrementar o cardápio.

Pão do Ramadan

Ingredientes para 02 pães:

4 copos de farinha

6 g sal
15 g de fermento padeiro
350 ml de água
5 g de açúcar
1 copo de farinha integral para polvilhar a mesa de trabalho

Para guarnecer:
1 gema
sementes de sésamo preto, linhaça ou gergelim

Preparo:
Dissolva o fermento de padeiro e o açúcar na água. Coloque a farinha e o sal numa mesa ou bancada. Abra um buraco no centro da farinha. Adicione a mistura do fermento, amasse bem e deixe repousar durante 10 minutos. Polvilhe a massa com um pouco de farinha e trabalhe-a muito bem com as mãos durante 10 a 12 minutos. Coloque-a num recipiente fundo e coberto e deixe levedar durante uma hora. Polvilhe uma mesa ou bancada com farinha integral e coloque aí a massa. Amasse bem a massa. Vá polvilhando a mesa de trabalho com a farinha integral. Divida a massa em duas porções iguais e abra-as com as mãos, dando-lhes uma forma redonda. Unte duas formas redondas com azeite ou óleo e polvilhe-as com farinha integral. Coloque a massa em toda a extensão da forma. Pincele com a gema de ovo e polvilhe com sementes de sésamo e sésamo preto. Deixe repousar durante 30 minutos à temperatura ambiente. Leve para assar em forno pré-aquecido a 220º.

Arroz com Carne Moída e Fava Verde

Ingredientes:
500g de carne moída
½ kg de fava verde
2 copos de arroz
1 cebola média picada
1 colher de sopa de manteiga
1 colher de chá de sal
½ colher de chá de canela em pó
4 ½ copos de água
Para decorar:
½ copo americano de pinole frito ou se preferir caju frito ou amêndoa frita.

Preparo:
Refogue a cebola na manteiga até ficar dourada
Acrescente a carne e a canela, deixe até cozinhar
Junte a fava e refogue por 5 minutos
Acrescente a água, o sal e deixe por mais 10 minutos cozinhando
Acrescente o arroz e tampe a panela, deixe por 5 minutos em fogo alto, diminua o fogo e deixe por mais 20 minutos
Sirva quente e decore com o pinole levemente frito.



Abobrinha Recheada

Ingredientes:
· 1 kg de abobrinha pequena sem a cabeça
· 300g de carne moída
· 2 cebolas picadas
· 3 dentes de alho amassados com uma pitada de sal
· ½ colher de chá de hortelã seca
· 1 colher de chá de sal
· ¼ de colher de chá de pimenta do reino
· ¼ de colher de chá de canela em pó
· 1 colher de sopa de melaço de romã
· ½ xícara de café de suco de limão
· 4 colheres de sopa de manteiga ou margarina
· 2 ½ copos americanos de água

Para decorar:
· ¼ de colher de chá de pinole frito

Preparo:
E muito comum confundir esta receita com o Shekh El Mehchi, a abobrinha ao molho de coalhada, até famosos cozinheiros no mundo árabe tendem a fazer essa confusão. Mas a Ablama não tem coalhada. E se prepara da seguinte forma:
1. Retire o miolo da abobrinha e reserve a abobrinha. 2. Frite a cebola com a metade da margarina, acrescente a carne e refogue por 10 minutos, acrescente o sal, a pimenta e a canela.3. Recheie as abobrinhas com a mistura da carne refogada.4. Frite a abobrinha recheada com a outra metade da margarina e deixe secar em papel absorvente.5. Em uma panela coloque as abobrinhas com a parte aberta para cima e acrescente a água, o alho, a hortelã, o melaço, o suco de limão e leve ao fogo médio por 30 minutos. Decore com pinole. Sirva quente com arroz.
Obs: para retirar o miolo da abobrinha costuma-se usar um utensílio próprio, o perfurador de abobrinha, mas é importante lembrar que não se deve perfurar a abobrinha pelos dois lados ao retirar o miolo.
Dica: para não perfurar a base das abobrinhas, meça com o próprio perfurador pelo lado de fora o tamanho da abobrinha e marque com o dedo no perfurador até onde você pode perfurar a abobrinha.



Pão Sírio

Ingredientes:
4 copos americanos de farinha.
- ½ colher de sopa de fermento biológico.

- 1 colher de sopa de açúcar.

- 1 colher de chá de sal.
- 1 ½ de água (pode variar)

Preparo:
Em um reservatório fundo, misture bem a farinha e o sal.
Misture a parte o fermento, o açúcar e meio copo de água na temperatura ambiente.
Faça uma abertura no centro da farinha e coloque nela a mistura acima, deixe o reservatório coberto sem misturar o conteúdo por dez minutos, quando retornar a mistura liquida deve apresentar uma espuma.
Comece a misturar a farinha com a mistura do fermento e a água restante, o uso da água depende da umidade ambiente e do tipo de farinha por isso é impossível predeterminar a quantidade exata de água, mas a massa deve ficar mais úmida do que a massa de pizza.
Deixe a massa descansar por 10 minutos.
Divida a massa em porções medias e solve em formato de bolas com o uso de um pouco de farinha, deixe descansar as bolas por 3 horas.
Abra as bolas da massa com o auxílio de farinha numa espessura de aproximadamente meio centímetro.
Abra um pano de cozinha limpo em uma numa bandeja, polvilhe o pano com um pouco de farinha, distribua bem com as mãos, coloque o disco da massa aberto no pano com farinha, polvilhe mais farinha acima do disco e distribui bem, cubra o mesmo com o mesmo ou outro pano, e repita o processo construindo camadas dos discos separadas pelo pano e pela farinha.
Deixe descansar em um lugar aquecido (não no forno quente) por 20 a 25 minutos.
Pré-aqueça o forno para a temperatura de 300 graus ou maior.
Descubra o primeiro disco coloque individualmente no forno até ele estufar e ficar dourado por ambos os lados. De preferência use a própria base do forno para assar os pães.
Outro modo pode ser feito com uma panela muito aquecida no fogão na qual você coloca o disco usando o próprio pano em que se apóia e tira o pano logo em seguida.
pode ser necessário virar o pão enquanto assa.


Beringela com Tomates

Ingredientes:

6 berinjelas grandes e redondas
4 tomates maduros
Suco de 1/2 limão
2 colheres de sopa de azeite
1 dente de alho amassado
1 colher de café de sal
1 cebola pequena ou 1/2 maço de cebolinha

Preparo:
Assar as berinjelas espetadas num garfo ou espeto
virando-as de todos os lados.A casca das berinjelas irão queimar,
o que é normal.
Quando as berinjelas estiverem assadas, deixe que esfriem.
e retire toda a casca queimada e corte em quadrados.
Misture com os tomates também cortados grandes.
Acrescente a cebola ou cebolinha cortada bem fininha.
Temperar com o alho, o azeite, o sal e o suco de limão.
Serve 6 a 8 pessoas.



Chich Barak

Ingredientes
SOPA:

2 litros de coalhada líquida
2 litros de água
1 ovo
1 colher de sopa de farinha de trigo
3 dentes de alho amassados com sal
1 colher de café de hortelã seca ou um galho natural

MASSA:
1/2 Quilo de farinha de trigo
Água necessária para ligar a massa
Sal
Pode-se usar massa pronta (capelleti ou ravioli)

RECHEIO:
1/2 Quilo de carne moída
1 cebola grande cortada fina
1 xícara de café de snubar (pinhãozinho árabe)
Sal
Temperos a gosto


Makduss (Beringela com Azeite)

Ingredientes:
1 Quilo de mini berinjelas
1/2 quilo de nozes picadas
2 colheres de sopa de sal
1/2 litro de azeite ou mais
1 pimenta vermelha fresca

Preparo:
Cozinhar as berinjelas, com os cabinhos, por 1/2 hora.
Tirar da água quente e lavar na água fria, deixando escorrer.
Rechear cada uma com as nozes picadas com sal e pimenta.
Arrumar as berinjelas bem juntinhas num vidro esterilizado e
cobrí-las com azeite.
Colocar a pimenta vermelha e fechar o vidro, bem fechado.
Consumir 5 a 7 dias depois.

Preparo:

Trabalhe a massa fazendo bolinhas pequenas e finas.
Coloque o recheio crú dentro das bolinhas e
leve ao forno por alguns minutos somente para adquirir
firmeza. Leve a coalhada ao forno junto com a água e mexa.
Misture a farinha de trigo com o ovo ligeiramente batido e
junte com a coalhada, mexendo sempre na mesma direção.
Coloque a massa e deixe cozinhar.
Por último, refogue o alho, sal e hortelã e coloque na sopa.

Dicas: Sirva quente com arroz branco ou arroz de aletria
Serve 8 pesoas.



Manuch Bi Zaatar (Pão com Zaatar)
PS: Pão sírio com azeite e Zaatar, uma junção de temperos tipicamente árabes que têm um sabor marcante e delicioso, além de serem muiot aromáticos)

Ingredientes:
1 Quilo de farinha de trigo
1 copo de leite de morno.
2 tabletes de fermento biológico
1 copo de água morna
1 colher de sopa de sal
1/2 copo de açúcar
1 colher de sopa de manteiga
1 colher de sopa de óleo
2 ovos

Preparo:
Misturar o fermento, o açúcar, o óleo, a manteiga, os ovos, o leite
morno e deixar fermentar.
Junte a farinha, a água e amasse até conseguir uma massa lisa.
Deixe descansar até dobrar o volume.
Fazer bolinhas do tamanho de uma bola de tênis,
abrir com os dedos colocar 1/2 colher de sopa de zaatar misturado
com azeite
Colocar numa bandeja untada com óleo e assar em forno quente.
Rende de 12 a 15 pizzas.

Dica:
Servir quentes, acompanhadas de azeitonas verdes,
folhas de hortelã, rodelas de cebola e rodelas de tomate!



Alcachofras na Laranja

Ingredientes:
• 6 alcachofras

• 1/2 kg de carne moída

• pimenta doce

• snoubar (pinhole)

• suco de 1 laranja azeda

• sal

Preparo:
Lave e cozinhe as alcachofras. Depois, tire os pelinhos
das alcachofras e refogue-as na manteiga.
Recheie as alcachofras com a carne refogada na manteiga
e temperada com sal, pimenta doce e snoubar. Junte às
alcachofras um pouco de água morna e o suco da laranja azeda.
Deixe cozinhando em fogo brando até secar o líquido.



Arroz Doce Sírio

Ingredientes:
• 1/2 xícara (chá) de arroz
• 1 litro de leite
• açúcar a gosto
• água de flor de laranjeira

Preparo:
Leve para cozinhar em fogo brando, o arroz no leite
mexendo sempre, para que não grude no fundo da panela.
Quando o arroz estiver cozido, adoce à vontade, coloque
um pouco de água de flor de laranjeira e despeje
numa travessa. Pode ser servido com compota de damasco.







segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Moda Feminina das "Arábias"

"Abay" A Vestimenta que vai ao trabalho e à festa
Mulher é mulher em qualquer parte do mundo e roupa é uma das preferências mundiais. Por isso colocamos aqui alguns mdelitos usados nos países árabes pelas mulheres muçulmanas. Conhecidos como "abay" esses vestidos são feitos de seda, crepe, algodão entre outros, dependendo da estação do ano. As muçulmanas usam a vestimenta com o "hijab" uma esécie de lenço que cobre toda a cabeça, como esse da foto ao lado. Aqui no occidente porém, podemos usar um pouco de criatividade e acessórios bem combinados e levar esses modelos com estilo e elegância à uma festa, por exemplo... sem a necessidade de usar o véu.
Os "abays" do dia-a-dia são de tecidos leves, de bom caimento e, na maioria das vezes, tons uniformes e lisos. Já os que se destinam às ocasiões especiais são, em geral, ricamente bordados com pedras e fios de ouro (dependendo do país), e de cores mais atrativas como o vermelho e dourado.